A ICONIC, líder no mercado brasileiro de lubrificantes, anuncia a chegada ao país, no segundo trimestre de 2026, de seu tanque de liquid cooling, reforçando a aposta no resfriamento por imersão (immersion cooling) e na tecnologia direct-to-chip como soluções estruturais para o futuro dos data centers no Brasil.
Publicado 25/02/2026
O movimento ocorre em um momento de forte expansão da computação em nuvem, da inteligência artificial e do processamento intensivo de dados — atividades que elevam significativamente o consumo energético das infraestruturas digitais.
Diferentemente do modelo tradicional baseado em ar (legacy air), que depende de sistemas como CRACs, corredores frios e quentes e grandes áreas para circulação de ar, o resfriamento líquido reduz drasticamente o uso do ar como meio de transporte de calor. No immersion cooling, os servidores são totalmente imersos em fluidos dielétricos; no direct-to-chip, o resfriamento ocorre diretamente nos componentes de maior geração térmica. O resultado é um controle térmico mais preciso, maior estabilidade operacional e aumento da vida útil dos equipamentos.
Os ganhos de eficiência são expressivos. Estudos técnicos indicam que soluções de liquid cooling podem reduzir em até 50% o consumo de energia destinado ao resfriamento. Além disso, a melhora no índice de eficiência energética (PUE – Power Usage Effectiveness) pode ser até 18 vezes superior em comparação a ambientes convencionais. Essa evolução tem impacto direto nos custos operacionais: ao reduzir o consumo elétrico por rack, o custo anual por unidade instalada tende a cair significativamente, especialmente em ambientes de alta densidade computacional.
Outro diferencial relevante é o ganho de espaço físico. No modelo tradicional, para entregar a mesma capacidade de computação, é necessário ampliar a infraestrutura de suporte — mais equipamentos de climatização, maior área útil e margens operacionais para evitar sobreaquecimento. Com o resfriamento por imersão, a dependência do ar é praticamente eliminada, permitindo aumentar a densidade de racks em até 10 vezes e colocar muito mais capacidade de processamento por metro quadrado. Em um cenário de limitação de espaço urbano e alto custo imobiliário, essa característica se torna estratégica.
Do ponto de vista ambiental, a tecnologia também reduz o consumo de água ao eliminar ou minimizar o uso de torres de resfriamento e sistemas convencionais de água gelada. A menor demanda energética e hídrica contribui para a redução da pegada de carbono dos data centers, alinhando expansão digital e metas de descarbonização.
Para viabilizar essa solução no Brasil, a ICONIC estruturou um ecossistema tecnológico integrado. A companhia mantém parceria com a HF Sinclair/Innovate, fornecedora global de fluidos dielétricos homologados pelos principais fabricantes de hardware; com a Arteco/Zitrec, especializada em soluções direct-to-chip; e com a Park Place Technologies, responsável pela engenharia e conversão de ambientes tradicionais para sistemas de resfriamento líquido. A proposta vai além do fornecimento do fluido: envolve adaptação da infraestrutura, preparação de hardware e suporte operacional.
A chegada do tanque ao país permitirá demonstrações práticas da tecnologia, ampliando o diálogo com operadores de data centers, empresas de tecnologia e provedores de nuvem. “O mercado brasileiro de data centers cresce a taxas anuais entre 10% e 12%, com investimentos bilionários em novas instalações. Esse avanço exige soluções capazes de combinar desempenho, eficiência energética e sustentabilidade”, afirma Marcelo Guimarães, gerente executivo da ICONIC Base Oil.
Segundo Guimarães, a expansão do setor traz desafios estruturais relevantes. “O aumento da capacidade computacional pressiona o consumo de energia e água. O liquid cooling surge como uma resposta concreta, ao permitir mais processamento com menor impacto ambiental e menor custo operacional”, destaca.
Com a iniciativa, a ICONIC reforça seu posicionamento como fornecedora de soluções tecnológicas para infraestrutura crítica, conectando eficiência energética, inovação industrial e sustentabilidade para apoiar o desenvolvimento de uma economia digital mais competitiva e de baixo carbono no Brasil.
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